Faculdade na Europa

Tudo sobre estudar medicina na Europa

Tudo sobre estudar medicina na Europa
23/06/2026

Renata A.

Especialista em universidades europeias

Summary

Vantagens e carreira: Formação médica de excelência internacional com opções de cursos 100% em inglês e diploma válido para clinicar em toda a União Europeia. O impacto da cidadania: Os custos variam conforme o seu passaporte; quem tem cidadania europeia garante taxas simbólicas, enquanto estudantes internacionais enfrentam anuidades maiores. Processos de candidatura: Cada país e universidade possui requisitos próprios, o que torna a análise do perfil e o suporte especializado fundamentais.

Fazer medicina fora do Brasil é um caminho cada vez mais considerado por estudantes que buscam formação de qualidade, custo mais acessível e perspectivas internacionais de carreira.

E quando o destino é a Europa, esse cenário se torna ainda mais atraente: ao contrário dos Estados Unidos, onde os custos de uma graduação em medicina podem ultrapassar facilmente US$ 200 mil, muitos países europeus oferecem mensalidades significativamente mais baixas — e em alguns casos, quase simbólicas nas universidades públicas.

Além disso, um dos pontos mais vantajosos é que há universidades europeias com programas de medicina integralmente em inglês, o que elimina a barreira do idioma para quem ainda não domina o idioma local. E mais: quem se forma em medicina em um país da União Europeia pode exercer a profissão em qualquer outro Estado-membro, graças ao reconhecimento mútuo de diplomas previsto pela legislação europeia.

Caso o aluno pretenda exercer a medicina no Brasil, é importante saber que será necessário realizar o Revalida.

Como estudar medicina na Europa?

Uma das primeiras coisas que qualquer candidato precisa entender é que não existe um processo único para estudar medicina na Europa. Cada país — e muitas vezes cada universidade — tem seus próprios critérios, exames e etapas. Veja como funcionam os principais destinos:

Portugal

Para estudantes internacionais, algumas faculdades públicas (como as de Lisboa e do Minho) e a Universidade Católica têm vestibulares próprios para estrangeiros. O processo pode incluir a nota do ENEM, exames da própria faculdade e entrevistas.

Quem tem dupla cidadania europeia ou reside legalmente em Portugal há mais de 2 anos pode entrar pelo vestibular geral local, os Exames Nacionais, que avaliam Biologia, Química e Matemática. Nesse caso, o ENEM não é aceito.

Custos

Universidades públicas: Cidadãos europeus pagam a taxa tabelada de aproximadamente €697 por ano. Estudantes internacionais pagam entre €12.000 e €18.000 por ano.

Universidades privadas: Cidadãos europeus pagam entre €16.500 e €18.000 por ano; estudantes internacionais entre €20.500 e €23.000 por ano.

Universidades públicasUniversidades privadas
Universidade de LisboaUniversidade Católica Portuguesa (UCP)
Universidade do Porto
Universidade de Coimbra
Universidade Nova de Lisboa
Universidade do Minho
Universidade da Beira Interior
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Itália

É o destino com maior oferta de programas de medicina em inglês na Europa, com 16 universidades públicas e 5 privadas oferecendo o curso nesse idioma.

Nas universidades públicas, o ingresso se dá exclusivamente pelo IMAT (International Medical Admissions Test). A prova avalia raciocínio lógico, cultura geral, biologia, química, matemática e física, com 60 questões de múltipla escolha em 100 minutos e nota máxima de 90 pontos. Apenas o resultado no IMAT determina a admissão — sem entrevistas, sem cartas, sem peso do histórico escolar. Candidatos não europeus precisam escolher uma única universidade antes do exame, sem possibilidade de alteração depois.

Nas universidades privadas, o IMAT não é exigido. Cada instituição conduz seu próprio processo, com exames como o HUMAT (Humanitas), UniSR Test, UCSC Test e UniCamillus Entrance Test — todos com foco em ciências e raciocínio, mas com formatos distintos. O processo costuma ser mais holístico, considerando histórico escolar e perfil do candidato.

Custos

Universidades públicas: Entre €150 e €4.000 por ano, calculados com base na renda familiar, tanto para europeus quanto para internacionais.

Universidades privadas: Entre €10.000 e €23.000 por ano para estudantes europeus; entre €18.000 e €23.000 por ano para internacionais.

Universidades públicasUniversidades privadas
Universidade de Milão – StataleHumanitas University (Milão)
Universidade de Milão – BicoccaUniSR – San Raffaele (Milão)
Sapienza de RomaUniversità Cattolica del Sacro Cuore (Roma)
Universidade de Roma Tor VergataUniCamillus (Roma)
Universidade de PaviaMEDTEC School – Politécnico de Milão
Universidade de Turim
Universidade de Bolonha
Universidade de Parma
Universidade de Nápoles Federico II
Universidade de Bari
Universidade de Messina
Universidade Politécnica das Marcas (Ancona)
Universidade de Catânia
Universidade de Pádua
Universidade de Florença
Universidade de Siena

Espanha

Para entrar em uma faculdade pública espanhola, a nota do Ensino Médio brasileiro precisa ser convertida e somada a exames específicos, num processo centralizado pelo UNEDasiss. A nota final é composta por duas partes: 50% a 60% corresponde à média do Ensino Médio (que passa por homologação) e 40% a 50% à nota nas PCE (Pruebas de Competencias Específicas). Para medicina, os exames exigidos geralmente são Biologia, Química, Matemática e Espanhol.

Nas instituições privadas, o processo avalia o histórico escolar e aplica um teste de admissão próprio, focado em competências gerais e ciências, além de entrevistas e testes psicológicos. A Universidad Europea de Madrid e a Universidad de Navarra são algumas que oferecem cursos de medicina em inglês.

Custos

Universidades públicas: Entre €800 e €2.500 por ano para cidadãos europeus; entre €1.000 e €10.000 por ano para internacionais, variando por região.

Universidades privadas: Sem diferenciação por cidadania — o custo gira entre €15.000 e €25.000 por ano para todos.

Universidades privadas
Universidad Europea de Madrid
Universidad de Navarra

Irlanda

O processo de admissão varia conforme o perfil do candidato. Estudantes não europeus se candidatam diretamente à universidade escolhida, com avaliação caso a caso — baseada no histórico acadêmico em Biologia e Química, proficiência em inglês, carta de intenção e cartas de recomendação.

Para candidatos europeus, o processo passa pelo sistema CAO e exige o HPAT — prova de 2,5 horas que avalia raciocínio lógico, resolução de problemas e raciocínio não-verbal. Para ter chances reais de admissão, é necessário estar no percentil 85 ou acima.

Custos

Universidades públicas: Cidadãos europeus pagam €3.000 por ano (taxa de contribuição), enquanto internacionais pagam de €40.000 a €55.000 por ano.

Universidades privadas: Para cidadãos europeus que são residentes na Irlanda, o custo pode ser mitigado, mas para estudantes internacionais a anuidade chega a €58.000 a €61.000 por ano.

Universidades públicasUniversidades privadas
Trinity College Dublin RCSI (Royal College of Surgeons in Ireland)
University College Dublin
University College Cork
University of Galway

O que avaliar antes de escolher uma faculdade de medicina na Europa

Processo de admissão: Cada universidade tem requisitos próprios de candidatura. Entender quais deles se encaixam melhor no seu perfil é o primeiro passo para aumentar suas chances de aprovação.

Custos: O valor das mensalidades varia muito dependendo da sua cidadania. Quem tem passaporte europeu costuma pagar taxas bem mais baixas. Estudantes internacionais geralmente enfrentam mensalidades mais altas, com diferença adicional entre instituições públicas — mais acessíveis — e privadas, com anuidades maiores.

Vagas disponíveis: O curso de medicina na Europa é altamente concorrido. As faculdades costumam dividir as vagas em cotas separadas para estudantes europeus e internacionais — sendo a cota para internacionais geralmente bem menor. Entender essa divisão ajuda a escolher universidades onde suas chances de aprovação sejam reais.

Grade curricular e modelo de ensino: Os cursos duram entre 5 e 6 anos, mas a estrutura varia de uma faculdade para outra. Algumas seguem o modelo tradicional — teoria nos primeiros anos e prática nos últimos —, enquanto outras adotam metodologias ativas como o PBL (aprendizado baseado em problemas, desde o início do curso). Analisar a grade curricular ajuda a identificar se o modelo de ensino se encaixa no seu perfil.

Tenha preparação especializada para estudar medicina na Europa

O processo de candidatura para medicina na Europa não é centralizado — cada universidade, cada país, cada perfil de candidato exige uma estratégia diferente. E é exatamente por isso que ter suporte especializado faz toda a diferença.

A Crimson já ajudou dezenas de alunos a conquistarem uma vaga em faculdades de medicina na Europa, desde a escolha do destino certo até a preparação para exames específicos, a organização da documentação e o acompanhamento das candidaturas.

Se você está considerando esse caminho, fale com a gente!

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